Caso veio à tona após boatos entre estudantes do transporte escolar; suspeito teria usado Instagram para se aproximar da vítima e entregou pílula do dia seguinte após o crime

Caso veio à tona após conversas entre colegas que utilizam o transporte; identidade da jovem é preservada como detemina o ECA – Foto SN
A Polícia Civil de Sidrolândia instaurou inquérito para apurar uma grave denúncia de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos, residente na zona rural do município. O principal suspeito é um motorista que opera uma linha do transporte escolar terceirizado pela Prefeitura de Sidrolândia.
Os detalhes do caso só ganharam repercussão pública após circularem entre os próprios colegas da vítima no transporte escolar. Os relatos e conversas entre os alunos quebraram o silêncio que envolvia o crime e acabaram alertando a família da adolescente.
De acordo com as informações apuradas, a jovem mudou-se no final de 2025 para uma fazenda da região da BR 060 sentido Nioaque, para morar com o pai. Desde o início do ano letivo de 2026, ela utilizava diariamente o ônibus escolar. O suspeito, conforme a denúncia, teria iniciado o contato com a menor por meio do Instagram, mantendo conversas frequentes.
A agressão teria ocorrido em uma noite no inicio de 2026, quando a adolescente estava sozinha na residência da fazenda. O motorista teria enviado mensagens informando que iria até o local e, ao chegar, praticado o abuso sexual. Após o ato, o homem ainda fez ameaças psicológicas, pedindo silêncio sob a alegação de que a revelação poderia prejudicar os pais da vítima. Com medo, a garota permaneceu calada.
O caso só foi revelado nos últimos dias, quando a adolescente confidenciou o ocorrido a uma colega de escola. O assunto ganhou grande repercussão dentro do próprio ônibus escolar, o que chamou a atenção do motorista. Ele chegou a entrar em contato com a mãe da vítima reclamando dos comentários, o que gerou desconfiança imediata na família. Questionada pela mãe, a jovem revelou o abuso e informou ainda que, no dia seguinte ao crime, o suspeito entregou a ela um contraceptivo de emergência (pílula do dia seguinte).
Diante da denúncia, a adolescente foi submetida a exames periciais sexológicos e realizou o depoimento especial. Após o acolhimento e a realização dos exames periciais e acompanhamento médico, exames clínicos constataram que a jovem contraiu uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) em decorrência do crime relatado.
O Conselho Tutelar foi acionado para prestar o acompanhamento necessário, incluindo medidas protetivas e suporte psicológico a adolescente.
