Às vésperas do fim do prazo dos EUA para reabertura de Ormuz, presidente sobe tom e enviado iraniano na ONU classifica fala como crime de guerra

O Irã reagiu nesta terça-feira, 7, às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que não ficará “de braços cruzados” diante de um possível ataque americano. A declaração ocorre a poucas horas do prazo estabelecido por Washington para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz, sob risco de uma ofensiva contra infraestruturas estratégicas do país.
Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador iraniano Amir-Saeid Iravani classificou as falas de Trump como “incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”. Segundo ele, o Irã responderá de forma imediata caso as declarações se convertam em ação militar.
“O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, afirmou.
“Civilização inteira morrerá”
As declarações são uma resposta direta às declarações recentes de Trump. Em publicação na rede Truth Social nesta terça-feira, o presidente afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite” caso o Irã não cumpra as exigências impostas por Washington. Em outro momento, disse que o país poderia ser “eliminado em uma única noite”.
Apesar do tom alarmista, Trump afirmou que não deseja esse desfecho, mas indicou que ele é “provável”. O republicano também voltou a sugerir a possibilidade de mudanças políticas em Teerã, afirmando que uma nova liderança poderia abrir caminho para um cenário “revolucionário e maravilhoso”.
Em meio à escalada, propostas de cessar-fogo intermediadas por países como Paquistão, Egito e Turquia foram discutidas, mas ainda não houve consenso. O Irã sinaliza que prefere negociar o fim definitivo do conflito, e não uma trégua temporária.
