Militar dos EUA se escondeu na fenda de uma montanha enquanto estava sendo caçado por iranianos em busca de uma recompensa anunciada pela República Islâmica na TV estatal
Por O Globo com agências internacionais
— Washington e Teerã

Míssil de cruzeiro sendo lançado por caça F-15, mesmo modelo da aeronave abatida no sudoeste do Irã — Foto: Divulgação
Em corrida contra o tempo, o oficial da Força Aérea americana cujo caça foi abatido no Irã na última sexta-feira esperou 40 horas para ser resgatado pelas forças de Operações Especiais dos Estados Unidos. Durante o longo período de espera, o militar, que estava ferido, escalou mais de 2 mil metros e se escondeu na fenda de uma montanha após se ejetar do F-15E, aeronave atingida pelas forças iranianas. O resgate do tripulante, um oficial de sistemas de armas, foi anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em sua plataforma Truth Social, neste domingo. Os detalhes da missão arriscada foram revelados por fontes militares a veículos de imprensa como o New York Times. Segundo Trump, não houve baixas americanas durante a operação e o oficial foi resgatado com “ferimentos, mas ficará bem”.
No final de sábado, comandos da Equipe 6 dos SEALs, a unidade de elite da Marinha americana, resgataram o oficial de sistemas de armas em uma operação que envolveu centenas de soldados de operações especiais e outros militares atuando em território inimigo, de acordo com autoridades dos EUA.
Dois dos aviões destinados a transportar o coronel para um local seguro ficaram presos em um aeroporto abandonado na província de Isfahan, no sul do Irã, que as Forças Armadas americanas usaram como base para a operação de resgate, e tiveram que ser destruídos para evitar que caíssem em mãos iranianas. As forças americanas, então, utilizaram outros três aviões para levar o oficial para fora do território iraniano.
